quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Instituto África Vivia inicia Programa de Atividades "Viva a África!!!"

É um programa com uma série de cursos e capacitações,
A realização é na Rua Luis Góis, 1724  - Vila Mariana - São Paulo/SP :


Curso de Percussão Africana - Djembês e Dununs (iniciante e intermediário)
Curso de Biomúsica Sem Fronteiras - Desenvolvimento Humano

Vivências de Biomúsica - Qualidade de Vida
Círculo de Tambores - Integração
Construção de instrumentos - Capacitação

Dias disponíveis Quartas e Sextas !!!

Maiores informações e inscrições:

institutoafricaviva@gmail.com
tel 11 996-711-477

domingo, 2 de setembro de 2012

SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO PARA AFRODESCENDENTES NO MUNICIPÍO DE SAO PAULO

De segunda a quinta-feira, de 03 a 06 de setembro de 2012

Objetivo: Discutir o papel do Poder Público e da Iniciativa Privada nas relações com empresários e empreendedores afrodescendentes.


Público alvo: Empresários e empreendedores, profissionais liberais afrodescendentes, e demais interessados no tema.

Inscrições: São gratuitas e feitas pelo telefone (11) 3113-9745 / 3113-9750 


Conferência Magna:

Mr Howard Anthony Regusters – Cineasta / Washington-DC

Ms Alison Claire Moses – Consultora do Banco Mundial / Washington-DC


PROGRAMAÇÃO PROPOSTA

DIA 03/9/2012 Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia 
09h30 -  Credenciamento
10h -  Solenidade de Abertura
11h - Conferência Internacional: 
Mr Howard Anthony Regusters 

• Sobre a Terra Prometida – O Movimento Negro Americano e a Construção de Estratégias para o fortalecimento econômico dos afroamericanos e das mulheres negras.

Ms Alison Claire Moses

• Reflexões sobre a Mulher Negra nos Estados Unidos e no Caribe - O fortalecimento da Autonomia Econômica e Social no Século XXI.

Sueli Carneiro - Geledés

Mediadora: Maria Aparecida de Laia - CONE

Dia 04/9/2012 Associação Comercial de São Paulo - Rua Boa Vista, 51 – 11º andar 

14hs 

Palestra: Papel do Poder Público e da Iniciativa Privada no Desenvolvimento Econômico dos Empresários e Empreendedores Afrodescendentes

Guilherme Narciso de Lacerda - BNDES/RJ

Anderson Brito Pereira - (Coord. De Raça da Comissão de Igualdade de oportunidades de Gênero, Raça e Etnia e de Combate à Discriminação – CIGO / MTE 

Tito de Oliveira – Secretário Adjunto da SEMDET

Antonio Ambrósio Amaro – Assessor de Gabinete da Secretaria Especial do Microempreendedor Individual de São Paulo

Luiz Augusto de Souza Ferreira – Presidente do São Paulo Confia

Edimar Tobias da Silva – Escola de Samba Vai-Vai

Ailton dos Santos Ferreira – SEMUR/BA 

Debatedor: Prof Dr Hélio Santos

Mediador: Umberto Correa de Brito - INTEGRARE 

15h30

Palestra: Impacto da População Afrodescendente no Desenvolvimento da Economia

Dr Juarez Xavier – UNESP

Wânia Sant’Anna – Petrobrás/RJ

Bruno Quick Lourenço de Lima – SEBRAE Nacional

Washington Lúcio Andrade – Diretor Portal Áfricas

Adriana Barbosa – Feira Preta

Debatedor: Prof Dr Basilele Malomalo –

Mediador: Laurinda Candido de Araújo – Coordenadoria das Subprefeituras

17h

Palestra: Experiências de Empoderamento Econômico dos Paises Africanos, Estados Unidos e do Brasil.

Mmaikeletsi Dube - Cônsul Geral da República da África do Sul

Mateus Barros José – Ministro e Representante Comercial de Angola 

El Hadji Abdoul Aziz Ndiaye – Embaixador da República do Senegal 

Rick de Lambert –Adido Comercial do Consulado dos Estados Unidos 

Gerard Scerb – Cônsul Honorário da República do Mali

Rui Mucaje – Diretor Financeiro da AFROCHAMBER

Prof Boubakar Sanfo - Diretor de Desenvolvimento Pedagógico -Class TRaining
Diallo Augustin Cavour - Gerente Comercial da Class Training

Debatedor: João Benício - IBADA

Mediador: João Carlos Borges Martins – Presidente do CEABRA 


05/9/2012 Associação Comercial de São Paulo - Rua Boa Vista, 51 – 11º andar

14h

Palestra: Desafios para a Regulamentação do Art.IV- inciso 1 do Estatuto da Igualdade Racial.

Mário Lisboa Theodoro - Secretário Executivo da SEPPIR

Edna Roland – Coordenadoria da Igualdade Racial de Guarulhos

Ailton dos Santos Ferreira – SEMUR/BA 

Prof Dr José Vicente – UNIPALMARES

Debatedor: Prof Dr Ivair Augusto dos Santos 

Mediador: Prof Dennis de Oliveira – USP SP (a confirmar)

15h30

Palestra: Incorporação dos órgãos de classe patronal e dos micro-empreendedores no Desenvolvimento Econômico dos Afrodescendentes

Dr Daniel Teixeira - Coordenador de Projetos do CEERT


Ramatis Jacino – Presidente do INSPIR

Jorgete Lemos – Comitê de Responsabilidade Social – CORES da FIESP

Abram Szajman - FECOMÉRCIO

Murilo Portugal - FEBRABAN

Paulo Jabur Maluf - COLOMBO

Debatedor: Michael Haradom - FERSOL

Mediador: Cleonice Caetano Souza - SCSP

17h

Palestra: Apresentação de empreendimentos bem sucedidos sob o comando de Empresários Afrodescendentes

Helder Dias – HDA Models

Adriana Barbosa – Kultafro / Feira Preta

Renata Aparecida Felinto dos Santos – Cubo Preto

Sandra Camposs e Pedro Neto – Campomare Produções

Ivan Renato de Lima – Sahck Consultoria / Implantação ISO 9000 

Edison Araújo – Black Time

Debatedor: Maurício Pestana – Pestana Artes

Mediador: Cláudia Patrícia de Luna – Luna Advogados

06/9/2012 Associação Comercial de São Paulo - Rua Boa Vista, 51 – 11º andar

09h às 14h

Workshop: “Relatório sobre Diáspora e estratégia de fortalecimento de empreendedores afro – brasileiros”.

Ms Alison Moses – Consultora do Banco Mundial

Prof Dr Hélio Santos 

Prof Dr Ivair Augusto dos Santos

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A nossa fome: Salvem a cultura popular! - Edição da Coluna para ...

A nossa fome: Salvem a cultura popular! - Edição da Coluna para ...: Carimbó, Maxixe, Côco, Lundu, Catira , Xaxado... de origens etimológicas diversas, essas palavras podem soar aos desavisados como palavrões,...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Acompanhe o mapeamento que a Educafro fez das 129 instituições públicas de ensino superior com sistema de cotas

A ONG Educafro criou uma ferramenta para estudantes de todo o País pesquisarem as instituições de ensino superior que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. O levantamento é especialmente útil porque neste sábado, 7, começam as inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que unifica a oferta de vagas em escolas públicas para quem prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
No site da entidade (http://www.educafro.org.br/), o vestibulando poderá navegar por um mapa interativo do Brasil. Ao clicar nos Estados, encontrará a lista de instituições com alguma política de reserva de vagas. A ferramenta reúne estabelecimentos federais, estaduais e municipais. Também é possível saber o ano de implantação das cotas em cada unidade, como funcionam os sistemas e os atos administrativos que deram origem ao acesso restrito.
A Educafro mapeou 129 instituições com cotas. A maioria fica na Região Sudeste - só no Rio, 17 têm reserva de vagas. Na outra ponta vem o Centro-Oeste, com 10 estabelecimentos. O Estado cujas escolas mais separam cadeiras é o Paraná: 18.
Para o presidente da Educafro, frei David Raimundo dos Santos, o número de estabelecimentos com cotas representa uma “grande vitória em pouco tempo”. Ele lembra que a primeira instituição do País a adotar reserva de vagas foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em 2003. “De lá para cá, reitores sérios tomaram as rédeas para garantir um país mais igual”, diz.
Sisu

As inscrições para as 108.552 vagas disponíveis no Sisu devem ser abertas nas primeiras horas do sábado.
Algumas instituições participantes separam parte das cadeiras para cotistas. Assim, em parte dos cursos haverá dois tipos de disputa: ampla concorrência e ações afirmativas. O candidato deverá, no momento da inscrição, optar pela modalidade de acordo com o seu perfil.
Durante as duas chamadas, o aluno que se inscreveu pelas ações afirmativas vai competir com outros que fizeram a mesma escolha. E o sistema selecionará, no grupo, aqueles que tiveram as melhores notas no Enem 2011. O Sisu está aberto para consultas às vagas no endereço http://sisu.mec.gov.br/.
PARA ENTENDER

Universidades têm autonomia
As instituições de ensino superior têm liberdade para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações, há reserva de vagas para negros, indígenas, ex-alunos de escolas públicas e filhos de policiais mortos em serviço.
Tramita no Congresso um projeto que prevê 50% das vagas em universidades para negros e para quem estudou na rede pública de ensino.
O assunto já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve se pronunciar neste ano sobre a constitucionalidade da reserva de cadeiras para negros e indígenas na Universidade de Brasília (UnB). As cotas são apenas um tipo de ação afirmativa.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Gestão de sítios históricos é tema de debate no segundo dia do Seminário Internacional

Dando continuidade ao Seminário Internacional “Herança, Identidade, Educação e Cultura: gestão de sítios históricos ligados ao tráfico negreiro e à escravidão”, as Reuniões Técnicas dos profissionais atuantes na preservação e na promoção de sítios e lugares de memória ligados à escravatura que aconteceu, na última terça-feira(21), contou com a presença de especialistas da África, das Américas, do Caribe, do Oceano Índico e da Europa.
Os especialistas africanos ressaltaram a dificuldade em repassar aos visitantes dos sítios históricos ligados a verdadeira história da escravidão. O diretor de Educação dos Museus de Gana e Conselho de Monumentos (GMMB), Stephen Korsah, ressaltou que a questão se torna ainda mais complicada, porque os africanos têm uma versão sobre a escravidão, enquanto os europeus e os livros de história apresentam outras versões. “Conhecer a verdadeira história é complicado, por isso, decidimos então mesclar e utilizar o que há nos livros e nos relatos orais da população”, contou.
Ao apresentar dados e fotos do Castelo de Cape Coast, uma fortificação construída em Gana por comerciantes suecos para o comércio de madeira e ouro e, utilizada mais tarde para o comércio transatlântico de escravos, Korsah falou sobre os desafios de conservação e preservação dos sítios de memória.
“São inúmeros os desafios, mas o nosso departamento cuida disso e faz parte das nossas boas práticas fazer o nosso melhor. Acreditamos que os alunos e a população local são agentes de disseminação, porque crescem ouvindo e vendo o trabalho que aplicamos. Por isso, temos certeza que no futuro, poderão transmitir esse conhecimento e passar para frente”, disse.
O historiador Charles Samson Akibode acredita que além da preservação, é preciso se preocupar com a melhoria de vida da população dos sítios históricos. “Não podemos falar de turismo e riqueza se não pudermos falar em melhorar a vida dos moradores”, defende. “Ao capacitar e incentivar a busca pelas raízes, nós os inserimos no processo de conversação histórica necessária para manter viva a memória desses lugares”, completou.
Akibode compartilhou com os participantes as práticas utilizadas em Cidade Velha, primeira capital de Cabo Verde e declarada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2009. Para ele, o modelo de gestão que melhor funciona em Cidade Velha é o participativo. “O modelo piramidal, onde as gestões vêm de cima para baixo, não é o ideal”, analisa. “Levamos em conta as preocupações da comunidade e, dessa forma, conseguimos envolvê-la em todas as decisões. Assim, se sentindo parte de tudo o que a Cidade é, essa população garante que a conversação história seja mantida”, afirma.
Paul Lovejoy, diretor do Harriet Tubman Institute for Research on the Global Migrations of African Peoples (Harriet Tubman Instituto de Pesquisa sobre as migrações globais dos povos africanos), surpreendeu os participantes ao falar da escravidão no Canadá. Segundo o especialista, as pessoas não pensam no Canadá quando pensam nos afrodescendentes e em escravidão, mas o Canadá tem uma história muito efetiva no que se refere ao tema. “O Canadá abrigou cerca de 20 mil afrodescendentes que escaparam da escravidão ou fugiram dos Estados Unidos, porque tinham medo de serem reescravizados, mesmo já sendo libertos”, contou.
Lovejoy explicou que uma das preocupações canadenses é sobre como fazer com que os cidadãos aprendam o impacto da escravidão no mundo moderno e como fazê-los entender que escravidão é um crime. Para isso, o Canadá possui um programa de rastreamento de sítios da experiência afro-canadense, onde o reconhecimento dos lugares de memória é realizado em total cooperação com as comunidades.
Luís Rocca Torres, representante do Peru, manifestou sua opinião e ressaltou a importância da promoção dos sítios de memória dos peruanos. A ideia é reunir o maior número possível de sítios e posteriormente submeter sua candidatura para avaliação da Unesco. 
O Uruguai atua em parceria com o Paraguai e a Argentina para identificar seus sítios de memória com o objetivo de promover, preservar e valorizar o legado da ancestralidade africana deixado em seus países.
Karla Chagas, pesquisadora do Centro de Patrimônio da Nação do Uruguai, destacou o Caserio de lós Negros, porto de entrada de escravos no país, em 1788, localizado em Montevideo  transformado em monumento em 2002, Casco Historico de Colonia Del Sacramento fundado por Portugal em 1690, Calera de las Huérfana de 1791, Oratorio de lós Correa de 1826 , característico pela forte presença da população brasileira.
Segundo a pesquisadora, a população afrodescendente do país é de apenas 10% em relação ao resto da população de origem europeia. Outro patrimônio uruguaio de destaque é candombe termo que se refere à danças e ritmos praticados pelos negros no Uruguai baseado nos tambores chamados de tangó ou tambó nome também usado para designar o lugar onde realizavam as candomberas.  Essas manifestações culturais à céu aberto chegaram a ser reprimidas pelas autoridades no século XIX, e por muito tempo foram realizadas apenas em ambientes fechados, em clubes secretos organizados pelos africanos e afrodescendentes.
Representante do Haiti, Mireille Frombum afirma que as circunstâncias políticas e os desastres naturais ocorridos no país não destruíram a força do povo haitano. E exibiu fotos de um museu pertencente a sua família que foi transformado em um local de memória à serviço da história. Reconstruído a partir de ruínas, a missão principal do museu é trabalhar, sobretudo, com crianças para desenvolver a autoestima e a valorização da história do negro no país.
Mathieu Dussauge, representante da Rota do Escravo em Guadalupe é coordenador do programa Traços e Memórias inaugurado em 2010. O projeto permite conhecer melhor os sítios patrimoniais ligados à história da escravidão em todo conjunto do território caribenho. A intenção é unificar o trabalho da Unesco junto com todas as zonas do Caribe Latino e promover a  Rota da Abolição da Escravatura que visa a valorização humana.
O ministro dos Povos Indígenas e Afrodescendentes de Honduras, Luís Green Sales, fez um cumprimento em sua própria língua e chamou a atenção para a valorização das línguas, dialetos e tradições africanas. Ressaltou a importância da agenda negra no contexto sócio-cultural e político no sentido de torná-la visível àqueles que negam a sua existência. E lembrou de locais importantes como o Forte de Santa Barbara, Forte de São Fernando, Igreja das Dores, como valiosas contribuições africanas.
O evento está previsto para acabar, nesta quinta-feira (23), com o resumo das perspectivas para a instalação de itinerários de memória (educação, cultura e desenvolvimento local) e  orientações para a elaboração do guia metodológico e conteúdos pedagógicos para os módulos de formação.