terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Rei do Bailundo confirma visita ao Brasil

O Brasil e América latina receberá em 2015 a visita oficial de um Rei Tradicional Bantu, fato histórico a ser acrescentado na própria história do País.

Fonte: Ilabantu
Para marcar a data, o Ilabantu e Nzo Tumbansi, junto a várias entidades culturais e tradicionais e do movimento negro brasileiro estão organizando a presença do soberano do Bailundo Armindo Francisco Kalupeteca “Ekuikui V”, de 40 anos, que em conversa telefônico (25/12/14) e ao desejar votos de boas festas a Taata Katuvanjesi – Walmir Damasceno, confirmou sua presença em território brasileiro dia 15 de abril de 2015 desembarcando no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos acompanhado da Rainha, Apolinária Kassinda e do ministro da segurança do reino, Sabino Jerônimo, além de outros integrantes da comitiva real.

O reino do Bailundo

O reino do Bailundo, localizado na província do Huambo, continua a marcar a história e a tradição do povo angolano, 110 anos depois do seu aparecimento no mapa geográfico angolano.
A história registra que o apogeu do Reino do Bailundo se deu durante o reinado de Ekuikui II, de 1876 a 1890. Mas, foi o Rei Katyavala I que fundou o reino, vindo das terras do Kwanza Sul com a sua família, quando habitou nas cercanias das montanhas de Halavala.
Antes do Século XVII, o reinado manteve-se à margem do domínio colonial. Só por volta de 1770/71 é que Portugal se instalou no Reino do Bailundo com a presença de um juiz. Em (1885) a colônia portuguesa já estava representada no reino com um capitão-mor.
O rei Ekuikui II teve “status” de diplomata exímio. Ousou evitar a guerra e incentivou a prática da agricultura na população, e durante o seu reinado o Bailundo não enfrentou grandes guerras. Depois da sua morte surgiram as grandes guerras que culminaram com a subjugação do Bailundo e de toda a região do Planalto Central, isso em 1902.
Nesse mesmo ano foi criado o Posto do Bimbe, a 16 de Julho, passando então a denominar-se Katapi e posteriormente Vila Teixeira da Silva.
Atualmente, o município do Bailundo conta com cinco comunidades, Bailundo, Bimbe, Hengue, Lunge e Luvemba, ocupando uma superfície de 7 mil e 65 quilometros quadrados.
Possui 573 aldeias e 79 Ombalas. No território do Bailundo abundam várias cadeias montanhosas, das quais se destacam as de Lumbanganda, Chilono, Nity e o morro do Halavala, onde jazem os restos mortais dos reis Katyava e Ekuikui, símbolos da resistência anticolonial na região do Planalto Central.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Conheça o prefeito de Nova York, Bill de Blasio

Nos últimos dias tem circulado uma foto sem link atribuindo uma frase ao prefeito de Nova York, Bill Blasio, em virtude de sua família ser multirracial. Não há comprovação de que a frase foi dita por ele, já que não é cabível a um prefeito causar insegurança a seus cidadãos. Por este motivo, conheçam um pouco sobre este prefeito democrata que criou muitas expectativas nos EUA. Republicamos matéria de 01/01/2014 do G1.Globo

Eleito com 73% dos votos, democrata substitui Michael Bloomberg.
Ele promete mudanças radicais e combate à desigualdade.

Da AFP
Ao lado da família, Bill de Blasio acena após prestar juramento nesta quarta-feira (1º) como prefeito de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)Ao lado da família, Bill de Blasio acena após prestar juramento nesta quarta-feira (1º) como prefeito de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)
O democrata de esquerda Bill de Blasio assumiu a prefeitura de Nova York nesta quarta-feira (1º)  prometendo mudanças radicais na maior cidade dos Estados Unidos, especialmente no combate à desigualdade.

Bill de Blasio, 52 anos, que sucede o milionário republicano Michael Bloomberg, prestou juramento no primeiro minuto após a meia-noite em frente a sua pequena casa, no bairro do Brooklyn, ao lado de sua esposa, Chirlane McCray, e de seus dois filhos adolescentes - que participaram ativamente da campanha.
'Este é o início de uma caminhada que nós iremos percorrer juntos", disse De Blasio, prestando juramento perante o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman. Ele também insistiu numa "mudança da qual todos nós precisamos".
"Muitas coisas importantes nos aguardam", disse o prefeito durante um breve discurso, antes de mandar um beijo para uma dezena de militantes que se reuniu em frente a sua residência.
A modéstia da posse de De Blasio contrasta com a de Bloomberg, nos idos de 2002. Ele escolheu a praça Times Square, e prestou juramento à 0h01 em meio a confetes e uma multidão que lotava o local. Uma forma de mostrar, na época, que a cidade - ainda abalada pelos eventos do 11 de Setembro - estaria segura em suas mãos.
Esta cerimônia de posse noturna é tradicionalmente seguida de outra - mais formal - nas escadas da sede da prefeitura, ao meio-dia.
De Blasio, primeiro democrata a governar a cidade em quase 20 anos, desperta grandes esperanças no seio na esquerda norte-americana..
Decididamente à esquerda, insistindo na vontade de colocar em prática uma administração progressista, De Blasio, um gigante de 1,95 metro de altura, antigo conselheiro municipal pelo Brooklyn, prestou juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), pai do New Deal.
"Tudo isso é muito gratificante, eu sinto o peso desta tarefa mas, ao mesmo tempo, tudo isso também me é muito familiar", declarou na terça-feira.
De Blasio foi eleito no último 5 de novembro com impressionantes 73% dos votos, numa prova de que os nova-iorquinos queriam, de fato, colocar um termo nos 12 anos de administração Bloomberg.
Durante seus três mandatos, a cidade se transformou: tornou-se mais segura, mais verde, ficou em melhor forma. Mas os críticos acusam Bloomberg - um magnata com raízes no mercado financeiro - de ter governado sobretudo para os ricos, numa Nova York onde a taxa de desigualdade está entre as maiores do país.
Ao mesmo tempo em que a Big Apple conta com cerca de 400 mil milionários e 3.000 multi-milionários, mais de 21,2% dos nova-iorquinos estão abaixo da linha da pobreza e mais de 52 mil pessoas não têm domicílio fixo, vivendo em abrigos da prefeitura.
De Blasio, pró-sandinista durante seus anos universitários, criticou ainda nesta terça-feira este "conto de duas cidades", dizendo-se "determinado a encontrar soluções viáveis".
Ele disse ser a favor de um salário mínimo horário de US$ 10 (que passou a ser, nesta quarta-feira, de US$ 8 no estado de Nova York).
Ele também prometeu cobrar mais impostos dos nova-iorquinos que ganham mais de US$ 500 mil ao ano, para financiar jardins de infância gratuitos para todos a partir dos 4 anos de idades.
Com sua família multirracial, o novo prefeito também traz grandes esperanças para as comunidades hispânicas e negras - que representam 28,6% e 25,5% da população da cidade, respectivamente.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

As diferenças entre preconceito racial e discriminação racial


“Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é. Construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel”


O preconceito é um sentimento, fruto de condicionamento cultural ou de uma deformação mental, mas sempre incorrigível.Preconceito racial e discriminação racial são duas coisas diferentes.
Não se legisla sobre sentimentos, não se muda um habito de pensamento ou uma convicção herdada por decreto.
Já a discriminação racial é o preconceito determinando atitudes, políticas, oportunidades e direitos, o convívio social e o econômico.
Não se pode coagir ninguém a gostar de quem não gosta, mas qualquer sociedade democrática, para desmentir o nome, deve combater a discriminação por todos os meios – inclusive a coação.
Não concordo com quem diz que uma política de cotas para negros no estudo superior é discriminação.
É coação, certo, mais para tentar corrigir um dos desequilíbrios que persistem na sociedade brasileira, o que reflete na educação a desigualdade de oportunidades de brancos e negros em todos os setores, mal disfarçada pela velha conversa da harmonia racial tão nossa.
As cotas seriam irrealistas? Melhor igualdade artificial do que igualdade nenhuma.
Agora mesmo caíram em cima de quem disse – numa frase obviamente arrancada do contexto – que racismo de negro contra branco é justificável.
Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é.
O Racismo construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel.
Não se esperava que o preconceito acabasse com o decreto da abolição, mas mais de 100 anos deveriam ter sido mais do que suficientes para que a discriminação diminuísse.
Não diminuiu.
Igualar racismo de negro com racismo de branco não resiste a um teste elementar.
O negro pode dizer – distinguindo com nitidez preconceito de discriminação – “Não precisa me amar, só me dê meus direitos”.
Qual a frase mais próxima disto que um branco poderia dizer, sem provocar risos?
“Não precisa me amar, só tenha paciência”? “Me ame, apesar de tudo”?. Pouco convincente.
É uma questão que vai e vem, como as marés.
A velha oposição, na seleção brasileira, do time do povo e o time do técnico.
Quando as coisas vão bem (Brasil 4, Chile 0) não há discussão, quando as coisas vão mal (Brasil ali ali, Gana 0) volta a questão.
O povo quer os melhores sempre no time.
Isto se repete há anos.
Mudam os técnicos, mudam os melhores, muda, em boa parte o povo, e a questão continua indo e vindo.
Como as marés.
OBS.: Este texto do Luis Fernando Veríssimo é dedicado às pessoas que ainda não atentaram sobre a diferença entre RACISMO, Discriminação Racial e Preconceito e colocam tudo da mesma forma.
Por que um negro não pode ser racista?
Por que o RACISMO é uma construção de uma nação com todos os seus sistema político, jurídico, cultural que impõe a superioridade de uma raça sobre a outra.
Durante séculos os africanos foram submetidos ao HOLOCAUSTO DA ESCRAVIDÃO, mesmo após as libertações, ainda sim, enfrentam discriminações causadas por todo o preconceito perpetuado pelas classes dominantes que, através do Racismo, impuseram uma série de ações, condições sociais, políticas e culturais para inferiorizar os negros e até utilizaram-se da ciência para justificar e até tentar legitimar o racismo praticado.
Tenha consciência eu todo o ressentimento dos afrodescendentes reside em todo o preconceito perpetuado e disseminado pelas discriminações, consequência de séculos de racismo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Missão de Paz da ONU retransmitirá jogos da Copa do Mundo no Haiti

Como parte da campanha de redução de violência comunitária “Ann Chwazi Lapè” (“Nós Escolhemos a Paz”, em creóle), o departamento de Comunicação e Informação Pública da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) organizou a projeção pública dos jogos da Copa do Mundo de Futebol deste ano.
Os oficiais de comunicação pública, acompanhados dos contingentes militares e da polícia da Missão, levarão esses momentos de emoção ao público haitiano em cerca de 20 comunas do país e divertirão principalmente as crianças com mensagens de sensibilização e esquetes cômicos da trupe haitiana “Les Rescapés”,atualmente em turnê no Brasil.
As partidas serão também transmitidas e comentadas ao vivo na rádio MINUSTAH FM, que abre sua sintonia aos comediantes do “Les Rescapés”. Eles farão uma intervenção diária emitida do Brasil. O grupo também publicará um blog sobre suas atividades no Brasil e estará presenta nas redes sociais da MINUSTAH.

sábado, 10 de maio de 2014

Participe da marcha pela democracia racial

Abolição inacabada será lembrada com caminhada na região central, passando por pontos históricos para a população negra



A 18ª Marcha Noturna pela Democracia Racial será no próximo dia 12 de maio (segunda).A concentração começa às 17h, da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte (Rua do Carmo, 202, Sé) próximo à Praça da Sé, região central da capital paulista.


A inclusão dos negros no cenário social e econômico é primordial e deve ser feita sem a cultura dos privilégios. Como Sindicato Cidadão, reivindicamos o fim do genocídio que sofrem os negros”, destaca o dirigente sindical Júlio Cesar Silva Santos. 

Percurso histórico
Realizada às vésperas da data da abolição da escravidão no país, a caminhada lembrará os 514 anos de tortura e genocídio da população negra e os 50 anos da ditadura militar no Brasil. A Igreja da Boa Morte é conhecida historicamente como local onde os escravos “rebeldes” e condenados recebiam as últimas bênçãos antes de serem mortos pelo regime escravocrata. 

De lá, a manifestação segue para a Rua Tabatinguera onde, na esquina com a Rua do Carmo, as crianças negras abandonadas eram acolhidas e batizadas pelo bispo católico local, prática que posteriormente passaria a ser feita pela “Roda dos Enjeitados”, construída pela Santa Casa, em 1924.

Os manifestantes seguirão até a Praça João Mendes, onde fica a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1727, que servia de ponto de encontro de abolicionistas como José do Patrocínio, Luiz Gama e Antonio Bento. No local foi construído o Fórum João Mendes e, próximo ao Fórum, pode-se ver o Largo Sete de Setembro, antigo Largo do Pelourinho, instalado no início do século XIX, entre a Rua da Glória e a Rua da Força – atual Avenida da Liberdade.

Em seguida segue pela Praça da Sé – onde havia um Pelourinho instalado no século XVII - e Largo São Francisco, descendo a Rua São Bento e chegando à Praça Antonio Prado. na esquina com a Rua 15 de Novembro – antiga Rua do Rosário dos Homens Pretos - quase em frente ao Sindicato.

De lá, a Marcha vai pela Líbero Badaró, Viaduto do Chá e Praça Ramos, onde está o Teatro Municipal, em cujas escadarias nasceu o Movimento Negro Unificado contra a Discriminação, em 1978.

Em seguida os manifestantes seguirão pela Rua Conselheiro Crispiniano chegando ao fim no Largo do Paysandu, na Igreja do Rosário dos Homens Pretos.



Intervenções culturais 
Participação dos grupos Versão Rap, Trio Odu, Filhos de Obaluaê, Filhos de Gandhi, Os Crespos, Kristal e MC Soffia, entre outros.

E no dia 13 (terça), a partir das 16h, ocorrerá a audiência pública “O Negro na Ditadura”, no plenário Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo, na Avenida Pedro Álvares Cabral nº 210, em frente ao Parque do Ibirapuera.

Para o movimento negro, o 13 de maio não se trata de uma ocasião comemorativa, mas de um momento de críticas e reflexão sobre uma abolição inacabada – até os dias atuais, o Estado brasileiro não criou meios para inserir, efetivamente, os negros e negras na sociedade. Além da discriminação e a exclusão social, a negritude do Brasil continua enfrentando o extermínio de sua população, principalmente dos jovens moradores das periferias.


Abolição inacabada - Além da Marcha, haverá também a audiência pública “O Negro na Ditadura”, no plenário Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir das 16h de terça 13.

Para o movimento negro, o 13 de maio não se trata de uma ocasião comemorativa, mas de um momento de críticas e reflexão sobre uma abolição inacabada – até os dias atuais. Entende-se que o Estado brasileiro não criou meios para inserir, efetivamente, os negros e negras na sociedade. Além da discriminação e a exclusão social, a negritude do Brasil continua enfrentando o extermínio de sua população, principalmente dos jovens moradores das periferias.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ciclo de diálogos SENTIR - PENSAR – AGIR

Reunir no mesmo espaço personalidades que expressem as três dimensões possíveis de relacionamento do ser humano com fenômenos sociais: a dimensão do sentir, presente na particularidade das expressões artísticas; do pensar, presente na universalidade do conhecimento científico; e do agir, presente nas singularidades da ação política. O eixo que deve transversalizar estas três dimensões é a ética, isto é, o campo da discussão do ethos, do ser que se forma pelas sensações, razões e intervenções. Os juízos de valor devem atravessar as dimensões do ethos.

Programação 
Tema: 

14 de maio, com o tema da "Abolição Inconclusa" 

Como ficaram negros e negras brasileiras a partir de 14 de maio de 1888? 

 Ementa: 

"No dia 14 de maio de 1888, milhares de brasileiros negros e negras, até então 
submetidos à escravização, tornaram-se livres por força da Lei Áurea, proclamada 
no dia anterior. Livres, porém jogados às ruas, abandonados a própria sorte, 
viram-se obrigados a enfrentar uma sociedade profundamente marcada pelo 
preconceito e racismo e cujas instituições negavam peremptoriamente qualquer 
possibilidade de inclusão social. Viram-se privados do trabalho assalariado para o 
qual foram privilegiados os trabalhadores brancos imigrantes europeus. Viram-se 
privados da educação, saúde, do respeito. Viram suas manifestações culturais e 
religiosas serem criminalizadas. Premidos pelo racismo da sociedade capitalista, 
foram obrigados a constituir suas próprias formas de resistência em todos os 
campos. 126 anos depois, qual é a situação e quais são as perspectivas da 
população afrodescendentes brasileira? Sentir o racismo, pensar sobre ele e 
agir pela sua erradicação - esta é a proposta desta primeira roda de conversa 
para a qual convidamos três importantes personalidades do universo artístico, 
intelectual e político." 

Convidados: 
- Prof. Dr. Kabengelê Munanga - (Professor FFLCH/USP e ex-presidente do CEA - Centro de Estudos Africanos)
- Edson França - (Historiador, presidente da UNEGRO e membro do Comitê Central do PC do B)
- Mediação: Prof. Dr. Dennis de Oliveira (Professor ECA e EACH/USP, coordenador do CELACC e da Comissão Política do Coletivo QUILOMBAÇÃO)


Prof. Kabengelê Munanga 
Possui Graduação em Antropologia Cultural pela Université Officielle Du Congo à 
Lubumbashi (1969) e Doutorado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela 
Universidade de São Paulo (1977). Atualmente é Professor Titular da Universidade 
de São Paulo. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em 
Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, atuando principalmente nos 
seguintes temas: racismo, identidade, identidade negra, África e Brasil. 

Edson França 
Historiador. Membro do Comitê Central do PCdoB. Membro do Conselho Nacional 
de Igualdade Racial - CNPIR, na vaga de Notório Reconhecimento em Relações 
Raciais. 

Dennis de Oliveira 
 É coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e 
Comunicação), vice-líder do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Alternativo 
e Popular) e membro do Neinb (Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro 
Brasileiro), todos da Universidade de São Paulo. É professor do Programa de Pós 
Graduação em Mudança Social e Participação Política da EACH/USP e do Programa 
de Pós Graduação em Direitos Humanos da Faculdade de Direito da USP. Atua 
como consultor em comunicação, educação e cultura em instituições públicas, 
particulares e organizações não governamentais. 

Entrada: Grátis 

Local: auditório da Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915. 
Horário: 19h00 

Organização: CELACC e Livraria da Vila 

João Roquer
CELACC/USP
Fone/fax 55-11- 3091-4327   
http://www.usp.br/celacc