sábado, 23 de janeiro de 2016

Omar Sy e Zem, o boicote dos Oscars é "legítimo"

Atores e diretores americanos denunciam a falta de candidatos negros entre os finalistas para o Oscar.
Omar Sy e Zem sna promoção de  seu filme Chocolate, nos cinemas 03 de fevereiro © FRANCOIS_LO_PRESTI / AFP

Cineasta francês Zem, que acaba de completar Chocolat sobre a história do primeiro palhaço negro na França, eo ator Omar Sy sentiu que o boicote do Oscar por artistas para protestar contra a falta de atores megrps era "o caminho certo" e "legítimo". A controvérsia é "um impulso na direção certa, no desejo de restabelecer o equilíbrio", como o "filme sobre o trajetória do palhaço do chocolate", disse o ator Omar Sy, à AFP quarta-feira .

"Ele desafia." "Acho legítimo o boicote dos americanos,  bem como o boicote de designers em Angoulême, porque não havia mulheres na competição", disse o ator e diretor lateral de origem marroquina Zem, referindo-se ao clamor na França pela falta de mulheres nomeadas para o Grande Prémio do Festival de BD de Angoulême.

"Sempre que uma comunidade, uma minoria é excluída por uma razão  difícil de explicar para o mesmo trabalho e o mesmo talento, e ainda commais talento, está certo boicotar!" Zem acrescentou, sublinhando que "deve ser manifestada quando se sente excluído." "Esse tipo de luta que devemos realizar, porque nos desafiam".

A controvérsia nos Estados Unidos. Pelo segundo ano consecutivo, a falta de atores ou atrizes negras nos 20 finalistas para o Oscar é controversa nos Estados Unidos. O diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett-Smith, esposa de Will Smith, disse que iria boicotar a cerimônia de premiação em 28 de fevereiro.

Fonte: Europe 1

sábado, 26 de dezembro de 2015

Par RFI 

Duas dezenas mortos e feridos na fronteira hispano-marroquina. No pequeno enclave de Ceuta, centenas de migrantes tentaram chegar a Espanha, nesta sexta de manhã 25 de dezembro.



Por volta das 15h (local), sexta-feira de manhã, centenas de imigrantes tentaram ganhar o enclave espanhol de Ceuta. Enquanto 200 deles havia embarcado em uma viagem a nado desde a costa marroquina, 185 outros tentaram subir o arame farpado que separa Marrocos a partir de Espanha.

Os resultados relatados foram cerca duas dezenas mortos e feridos. De acordo com as autoridades marroquinas, duas pessoas morreram afogadas. Para as associações de lá, seriam dois camaroneses, mas nenhuma confirmação oficial foi dada até momento. A Cruz Vermelha espanhola anunciou que 12 pessoas foram hospitalizadas no lado espanhol, depois de se ferirem no fio.

Cerca de 185 pessoas foram capazes de alcançar o território espanhol e uma centena de outros foi preso no lado marroquino. Helena Maleno, da  Associação  Caminando Fronteras,manifesta a sua preocupação com o destino dos detidos devido a "violações dos direitos humanos, que às vezes pode ser observado na polícia marroquina."

Há mais de seis meses havia tantos migrantes que tentavam atravessar a fronteira no enclave de Ceuta. Em fevereiro de 2015, 15 pessoas se afogaram tentando chegar Ceuta nadando.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

México toma grande passo, reconhecendo finalmente os afro-latinos

Trecho Huffington Post:


Pela primeira vez na história nacional do México 1,38 milhões de afro-mexicanos estão sendo reconhecidos por sua afrodescendência pelo governo.

México é o lar de uma população diversificada, mas censos nacionais excluíram documentação de linhagem Africana desde a Revolução Mexicana de 1910. Por 95 anos, a identidade nacional para o México foi "mestiçagem", um termo que só reconhece descendentes de colonizadores inter-raciais e comunidades indígenas e ignora o papel dos  africanos escravizados em ascendência mexicana.

Passado de escravidão e colonização da América Latina está ligada ao racismo anti-negro, que alguns países têm tentado lutar com anti-discriminação e as políticas de ação afirmativa. Negar a existência da população negra por não contá-los no censo nacional é um grande racismo estrutural que se desenrola em países latino-americanos, embora anti-negros é um problema difundido em outras questões, Ativistas afro-mexicanos lutaram por mais de 15 anos para o reconhecimento formal na constituição mexicana.

Um grupo ativista pró-preto-do México, México Negro, fez campanha com sucesso para os afro-mexicanos serem incluídos no censo nacional em 8 de dezembro . De acordo com o Quartz, a pesquisa nacional constatou que 1,2 por cento dos mexicanos, ou seja,  1,38 milhões de pessoas, são de ascendência africana. Após este momento histórico para o México, afro-mexicanos finalmente podem identificar-se num relatório do censo corretamente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Rei do Bailundo confirma visita ao Brasil

O Brasil e América latina receberá em 2015 a visita oficial de um Rei Tradicional Bantu, fato histórico a ser acrescentado na própria história do País.

Fonte: Ilabantu
Para marcar a data, o Ilabantu e Nzo Tumbansi, junto a várias entidades culturais e tradicionais e do movimento negro brasileiro estão organizando a presença do soberano do Bailundo Armindo Francisco Kalupeteca “Ekuikui V”, de 40 anos, que em conversa telefônico (25/12/14) e ao desejar votos de boas festas a Taata Katuvanjesi – Walmir Damasceno, confirmou sua presença em território brasileiro dia 15 de abril de 2015 desembarcando no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos acompanhado da Rainha, Apolinária Kassinda e do ministro da segurança do reino, Sabino Jerônimo, além de outros integrantes da comitiva real.

O reino do Bailundo

O reino do Bailundo, localizado na província do Huambo, continua a marcar a história e a tradição do povo angolano, 110 anos depois do seu aparecimento no mapa geográfico angolano.
A história registra que o apogeu do Reino do Bailundo se deu durante o reinado de Ekuikui II, de 1876 a 1890. Mas, foi o Rei Katyavala I que fundou o reino, vindo das terras do Kwanza Sul com a sua família, quando habitou nas cercanias das montanhas de Halavala.
Antes do Século XVII, o reinado manteve-se à margem do domínio colonial. Só por volta de 1770/71 é que Portugal se instalou no Reino do Bailundo com a presença de um juiz. Em (1885) a colônia portuguesa já estava representada no reino com um capitão-mor.
O rei Ekuikui II teve “status” de diplomata exímio. Ousou evitar a guerra e incentivou a prática da agricultura na população, e durante o seu reinado o Bailundo não enfrentou grandes guerras. Depois da sua morte surgiram as grandes guerras que culminaram com a subjugação do Bailundo e de toda a região do Planalto Central, isso em 1902.
Nesse mesmo ano foi criado o Posto do Bimbe, a 16 de Julho, passando então a denominar-se Katapi e posteriormente Vila Teixeira da Silva.
Atualmente, o município do Bailundo conta com cinco comunidades, Bailundo, Bimbe, Hengue, Lunge e Luvemba, ocupando uma superfície de 7 mil e 65 quilometros quadrados.
Possui 573 aldeias e 79 Ombalas. No território do Bailundo abundam várias cadeias montanhosas, das quais se destacam as de Lumbanganda, Chilono, Nity e o morro do Halavala, onde jazem os restos mortais dos reis Katyava e Ekuikui, símbolos da resistência anticolonial na região do Planalto Central.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Conheça o prefeito de Nova York, Bill de Blasio

Nos últimos dias tem circulado uma foto sem link atribuindo uma frase ao prefeito de Nova York, Bill Blasio, em virtude de sua família ser multirracial. Não há comprovação de que a frase foi dita por ele, já que não é cabível a um prefeito causar insegurança a seus cidadãos. Por este motivo, conheçam um pouco sobre este prefeito democrata que criou muitas expectativas nos EUA. Republicamos matéria de 01/01/2014 do G1.Globo

Eleito com 73% dos votos, democrata substitui Michael Bloomberg.
Ele promete mudanças radicais e combate à desigualdade.

Da AFP
Ao lado da família, Bill de Blasio acena após prestar juramento nesta quarta-feira (1º) como prefeito de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)Ao lado da família, Bill de Blasio acena após prestar juramento nesta quarta-feira (1º) como prefeito de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)
O democrata de esquerda Bill de Blasio assumiu a prefeitura de Nova York nesta quarta-feira (1º)  prometendo mudanças radicais na maior cidade dos Estados Unidos, especialmente no combate à desigualdade.

Bill de Blasio, 52 anos, que sucede o milionário republicano Michael Bloomberg, prestou juramento no primeiro minuto após a meia-noite em frente a sua pequena casa, no bairro do Brooklyn, ao lado de sua esposa, Chirlane McCray, e de seus dois filhos adolescentes - que participaram ativamente da campanha.
'Este é o início de uma caminhada que nós iremos percorrer juntos", disse De Blasio, prestando juramento perante o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman. Ele também insistiu numa "mudança da qual todos nós precisamos".
"Muitas coisas importantes nos aguardam", disse o prefeito durante um breve discurso, antes de mandar um beijo para uma dezena de militantes que se reuniu em frente a sua residência.
A modéstia da posse de De Blasio contrasta com a de Bloomberg, nos idos de 2002. Ele escolheu a praça Times Square, e prestou juramento à 0h01 em meio a confetes e uma multidão que lotava o local. Uma forma de mostrar, na época, que a cidade - ainda abalada pelos eventos do 11 de Setembro - estaria segura em suas mãos.
Esta cerimônia de posse noturna é tradicionalmente seguida de outra - mais formal - nas escadas da sede da prefeitura, ao meio-dia.
De Blasio, primeiro democrata a governar a cidade em quase 20 anos, desperta grandes esperanças no seio na esquerda norte-americana..
Decididamente à esquerda, insistindo na vontade de colocar em prática uma administração progressista, De Blasio, um gigante de 1,95 metro de altura, antigo conselheiro municipal pelo Brooklyn, prestou juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), pai do New Deal.
"Tudo isso é muito gratificante, eu sinto o peso desta tarefa mas, ao mesmo tempo, tudo isso também me é muito familiar", declarou na terça-feira.
De Blasio foi eleito no último 5 de novembro com impressionantes 73% dos votos, numa prova de que os nova-iorquinos queriam, de fato, colocar um termo nos 12 anos de administração Bloomberg.
Durante seus três mandatos, a cidade se transformou: tornou-se mais segura, mais verde, ficou em melhor forma. Mas os críticos acusam Bloomberg - um magnata com raízes no mercado financeiro - de ter governado sobretudo para os ricos, numa Nova York onde a taxa de desigualdade está entre as maiores do país.
Ao mesmo tempo em que a Big Apple conta com cerca de 400 mil milionários e 3.000 multi-milionários, mais de 21,2% dos nova-iorquinos estão abaixo da linha da pobreza e mais de 52 mil pessoas não têm domicílio fixo, vivendo em abrigos da prefeitura.
De Blasio, pró-sandinista durante seus anos universitários, criticou ainda nesta terça-feira este "conto de duas cidades", dizendo-se "determinado a encontrar soluções viáveis".
Ele disse ser a favor de um salário mínimo horário de US$ 10 (que passou a ser, nesta quarta-feira, de US$ 8 no estado de Nova York).
Ele também prometeu cobrar mais impostos dos nova-iorquinos que ganham mais de US$ 500 mil ao ano, para financiar jardins de infância gratuitos para todos a partir dos 4 anos de idades.
Com sua família multirracial, o novo prefeito também traz grandes esperanças para as comunidades hispânicas e negras - que representam 28,6% e 25,5% da população da cidade, respectivamente.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

As diferenças entre preconceito racial e discriminação racial


“Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é. Construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel”


O preconceito é um sentimento, fruto de condicionamento cultural ou de uma deformação mental, mas sempre incorrigível.Preconceito racial e discriminação racial são duas coisas diferentes.
Não se legisla sobre sentimentos, não se muda um habito de pensamento ou uma convicção herdada por decreto.
Já a discriminação racial é o preconceito determinando atitudes, políticas, oportunidades e direitos, o convívio social e o econômico.
Não se pode coagir ninguém a gostar de quem não gosta, mas qualquer sociedade democrática, para desmentir o nome, deve combater a discriminação por todos os meios – inclusive a coação.
Não concordo com quem diz que uma política de cotas para negros no estudo superior é discriminação.
É coação, certo, mais para tentar corrigir um dos desequilíbrios que persistem na sociedade brasileira, o que reflete na educação a desigualdade de oportunidades de brancos e negros em todos os setores, mal disfarçada pela velha conversa da harmonia racial tão nossa.
As cotas seriam irrealistas? Melhor igualdade artificial do que igualdade nenhuma.
Agora mesmo caíram em cima de quem disse – numa frase obviamente arrancada do contexto – que racismo de negro contra branco é justificável.
Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é.
O Racismo construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel.
Não se esperava que o preconceito acabasse com o decreto da abolição, mas mais de 100 anos deveriam ter sido mais do que suficientes para que a discriminação diminuísse.
Não diminuiu.
Igualar racismo de negro com racismo de branco não resiste a um teste elementar.
O negro pode dizer – distinguindo com nitidez preconceito de discriminação – “Não precisa me amar, só me dê meus direitos”.
Qual a frase mais próxima disto que um branco poderia dizer, sem provocar risos?
“Não precisa me amar, só tenha paciência”? “Me ame, apesar de tudo”?. Pouco convincente.
É uma questão que vai e vem, como as marés.
A velha oposição, na seleção brasileira, do time do povo e o time do técnico.
Quando as coisas vão bem (Brasil 4, Chile 0) não há discussão, quando as coisas vão mal (Brasil ali ali, Gana 0) volta a questão.
O povo quer os melhores sempre no time.
Isto se repete há anos.
Mudam os técnicos, mudam os melhores, muda, em boa parte o povo, e a questão continua indo e vindo.
Como as marés.
OBS.: Este texto do Luis Fernando Veríssimo é dedicado às pessoas que ainda não atentaram sobre a diferença entre RACISMO, Discriminação Racial e Preconceito e colocam tudo da mesma forma.
Por que um negro não pode ser racista?
Por que o RACISMO é uma construção de uma nação com todos os seus sistema político, jurídico, cultural que impõe a superioridade de uma raça sobre a outra.
Durante séculos os africanos foram submetidos ao HOLOCAUSTO DA ESCRAVIDÃO, mesmo após as libertações, ainda sim, enfrentam discriminações causadas por todo o preconceito perpetuado pelas classes dominantes que, através do Racismo, impuseram uma série de ações, condições sociais, políticas e culturais para inferiorizar os negros e até utilizaram-se da ciência para justificar e até tentar legitimar o racismo praticado.
Tenha consciência eu todo o ressentimento dos afrodescendentes reside em todo o preconceito perpetuado e disseminado pelas discriminações, consequência de séculos de racismo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Missão de Paz da ONU retransmitirá jogos da Copa do Mundo no Haiti

Como parte da campanha de redução de violência comunitária “Ann Chwazi Lapè” (“Nós Escolhemos a Paz”, em creóle), o departamento de Comunicação e Informação Pública da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) organizou a projeção pública dos jogos da Copa do Mundo de Futebol deste ano.
Os oficiais de comunicação pública, acompanhados dos contingentes militares e da polícia da Missão, levarão esses momentos de emoção ao público haitiano em cerca de 20 comunas do país e divertirão principalmente as crianças com mensagens de sensibilização e esquetes cômicos da trupe haitiana “Les Rescapés”,atualmente em turnê no Brasil.
As partidas serão também transmitidas e comentadas ao vivo na rádio MINUSTAH FM, que abre sua sintonia aos comediantes do “Les Rescapés”. Eles farão uma intervenção diária emitida do Brasil. O grupo também publicará um blog sobre suas atividades no Brasil e estará presenta nas redes sociais da MINUSTAH.