sexta-feira, 9 de agosto de 2013
GRIOT: 7ª PRIMAVERA DOS MUSEUS - MUSEUS, MEMÓRIA E CULTUR...
O GRIOT, com a Profª Marcia Fonseca, estará presente em Cabo Frio no Museu do Convento, dia 24 de setembro às 15h... Preparem-se!
terça-feira, 23 de julho de 2013
Em Jundiaí, dias 26 e 27 dejulho, lançamento da Campanha "Eu Pareço Suspeito?"
#EUPAREÇOSUSPEITO? - I AM TRAYVON MARTIN TEASER SPOTS 2013
Lançamento da Campanha Eu Pareço Suspeito? Edição Jundiaí
A campanha "Eu Pareço Suspeito?" surgiu da necessidade de contribuir com a luta antirracista no país e fomentar a conscientização da juventude negra e periférica sobre a importância do combate às diversas formas de racismo, tendo como foco principal o desmascaramento de estereótipos negativos relacionados aos jovens negros e pobres. A campanha divulgara peças publicitárias sob o tema "Eu Pareço Suspeito?", com a participação de lideranças da militância política e do mundo artística com a finalidade de chamar atenção da sociedade brasileira para a violência que mata cada vez jovens negros. A Campanha é um instrumento de ação e combate ao racismo institucional. Pois, sabe-se que a violência racial agrava-se em situações de experiências de abordagem policial no qual a vitima é vista como "suspeito em potencial" por ser negro e pobre.
Descrição Assistam ao Teaser dos Spots da Campanha #EUPAREÇOSUSPEITO?
A campanha fomentara 30 Spots audio-visual que circulara nas redes da internet e em espaços de cultura e educação das periferias de todo o Brasil.
e-mail: wapibrasil@hotmail.com
Onde: Na Conferencia Regional de Promoção da Igualdade Racial
Democracia e desenvolvimento sem Racismo: Por uma Regional Afirmativa.
FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO
Clique aqui http://
Evento no facebooK: http://www.facebook.com/events/572983322764133/
Quando: 26 e 27 de Julho de 2013
Local: auditório Elis Regina – AV. Dr. Cavalcanti, 396.
Complexo Argos - Vila Arens -Jundiaí/SP
Para mais informações, o telefone é (11) 4588-5300
terça-feira, 2 de julho de 2013
PEC 99/11 propõe teocracia e elimina estado laico
Fundamentalistas evangélicos comemoram aprovação da PEC 99/11, proposta pela FPE, do mesmo autor da Pec da Cura Gay. O interessante é que muitos fiéis de cultos afrobrasileiros ainda defendem alguns candidatos fundamentalistas que, em suas costas se unem para atacá-los no futuro! Acorda povo de santo!
Lamentavelmente, o jogo político do poder, o tal do "toma lá da cá",
nos prega mais uma peça e ameaça a laicidade do Estado Brasileiro: a
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou em
27/03/2013, a PEC 99/11, que confere às organizaçoes religiosas poderes
para declarar "Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIN)" e "Ações Declaratórias de Inconstitucionalidade (ADECON)"
contra leis e decisões judiciais, inclusive junto ao STF, quando
acharem que contrariam os interesses das organizações religiosas. Com
isso, se aprovada e sancionada sem cortes, a PEC não só confere maior
poder aos religiosos, mas fere de morte a laicidade do Estado e
incentiva a criação de um Estado Teocrático, que é, afinal, o que os fundamentalistas evangélicos, principalmente.
Como se não bastasse a nomeação do pastor-deputado Marco Feliciano para
a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias; e a concessão de passaportes diplomáticos para Edir Macedo, R.R,
Soares, pastor Samuel Cássio Ferreira e Valdemiro Santiago, todos com
suas respectivas esposas; além das seções de culto
gospel, dentro da Câmara e do Senado; a proposta
de construção do Parque Gospel (Acre) com o dinheiro público e o projeto do Deputado Jair Bolsonaro, para a
obrigatoriedade de um crucifixo nas paredes das casas legislativas e de
bíblias nas mesas diretoras da Câmara; além do projeto
"Papai do Céu na Escola", do deputado-pastor Marco Feliciano;as obstruções ao PCL/22, agora mais esta articulação sorrateira da bancada evangélica que quer tomar o poder no país de forma fundamentalista. Todas essas
propostas esdrúxulas são defendidas pela "Bancada Evangélica", à qual pertencem 78 deputados e 3 senadores, a 4ª maior bancada do Congresso.
Mas em que se constitui o PL 99/11?
Na prática, esse projeto, proposto em 2011, poderia ser resumido na sua ementa: "Acrescenta ao artigo 103, da Constituição Federal, o inciso X, que dispõe
sobre a capacidade postulatória das associações religiosas para propor
ações de inconstitucionalidade e ação declaratória de
constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição
Federal". Com isso, não só a CNBB, mas também as CGADB
(Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), o "Superior
Concílio das Igrejas Presbiterianas do Brasil", a "Convenção Batista
Nacional" ou qualquer outro grupo de igrejas organizadas, poderiam
questionar leis contrárias aos seus interesses (que privilégio!). Assim,
questões como legalização do aborto, da união homoafetiva ou qualquer
outra que não passasse no crivo das igrejas, também dificilmente
passaria no Congresso. Em contrapartida, questões que resguardassem
direitos de ateus e minorias poderiam ser prejudicadas. Vejam o que diz o
caput do artigo 103 da nossa CF:
"Art 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:" (seguem-se nove tipos de instituições contempladas).
Eles querem ser a décima. É o retrocesso.Quem é a "Bancada Evangélica"
e João Campos, o autor do projeto?
Sobre essa figurinha carimbada, é nada mais, nada menos do que o presidente da Frente
Parlamentar Evangélica (FPE), integrante da famosa "Bancada Evangélica",
com grande poder de fogo, por ser a 4ª maior bancada, dentre as 17
bancadas suprapartidárias existentes no Congresso Nacional. Estão lá
para fazer patrulhamento contra toda e qualquer lei que contrarie os
"princípios religiosos" por eles defendidos. E normalmente conseguem,
por meio da obstrução e/ou barganha de votos, já que fazem parte da base
aliada do governo. Será que expurgar essa turma da política não
melhoraria um pouquinho mais as coisas? Pesquisa do site "Transparênncia
Brasil" revela que esta é a pior bancada do Congresso e
também a mais ausente, inexpressiva e processada. Quase todos os seus
deputados respondem a processos e 87% deles estão entre os mais
inexpressivos do DIAP e só apresentaram um projeto de valor de
expressão, com benefícios para o país. Por que se julgam tão
especiais e gozam de tantos privilégios? Será pelo temor de
enfrentá-los, em função do grande número de votos de eleitores que
representam? Provavelmente sim.
O que se pode fazer?
A questão já foi colocada. Cabe agora à nação, agir. E só existem dois meios: a lei (???) e o protesto.
Pela lei, e arguindo-se o direito de igualdade, poder-se-ia argumentar
que o privilégio é incabível porque favorece uma categoria especial de
pessoas, em detrimento de outras. Por analogia e direito de igualdade,
as associações que representam gays, os afrodescendentes, os ateus e
agnósticos, por exemplo, deveriam ter os mesmos privilégios legais, já
que a situação é a mesma: são segmentos da sociedade organizados em
forma de associações. Vale ressaltar, que estes sim, são minorias
discriminadas; os religiosos, não. Pelo contrário, eles são maiorias. Que país bagunçado é este, sem critérios, sem justiça, sem direito de igualdade? Se o país é laico, por que os irreligiosos não têm os mesmos direitos e não gozam de qualquer proteção legal?
Quanto ao protesto, além de representações legais e
manifestações populares de repúdio, poderíamos iniciar, por exemplo,
assinando uma petição pública formulada pela Liga Humanista Secular e
que se encontra disponível no site Change. Org. Os que desejarem assinar
(e recomendamos), devem clicar aqui.
É isso. O resto é com vocês.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Manifestação sim, mas sem anonimato
Muitas pessoas se deixam levar pela febre da internet, impossível há 15 anos atrás, quando apenas uma pequena parcela da população tinha acesso à banda larga.
Hoje, devido as redes sociais, a maioria das pessoas se sente celebridade, se arvora o direito de dizer o que bem entende, sem contudo, saber das leis e da história brasileira.
Um fato muito recorrente nas redes sociais, é o chamado para manifestações por pessoas que não se identificam, não se sabe quais as intenções delas, muitas vezes deixando os manifestantes como massa de manobra numa situação constrangedora, colocando até um grupo contra outra. Isso é contra a democracia e a quem interessa a baderna?
Preste atenção quando for convocado para algum evento, manifestação, seja lá onde for e pesquise a idoneidade do perfil de quem está convocando. Tem até pessoas do exército e da extrema direita chamando para greve geral e lançando vários posts em várias páginas, posts mentirosos e as pessoas nempesquisamde onde vem estas fontes, caindo numa boataria própria de quem está desesperado.
Quam nunca leu a Constituição? Se não tem dinheiro para comprar, mas tem tempo para ficar na internet, dispomos a Constituição Federal de 1988 para que voce saiba que, se fosse num regime ditatorial, as pessoas estariam numa situação muito difícil, porque violaram o art. 5º da Constituição Federal no que tange a manifestações:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Antes de atender qualquer chamado, mesmo que esteja de acordo com o que voce acredita, procure saber quem está chamando, para não ser usado como massa de manobra, tão comum a quem não tem acesso a informação.
Hoje, devido as redes sociais, a maioria das pessoas se sente celebridade, se arvora o direito de dizer o que bem entende, sem contudo, saber das leis e da história brasileira.
Um fato muito recorrente nas redes sociais, é o chamado para manifestações por pessoas que não se identificam, não se sabe quais as intenções delas, muitas vezes deixando os manifestantes como massa de manobra numa situação constrangedora, colocando até um grupo contra outra. Isso é contra a democracia e a quem interessa a baderna?
Preste atenção quando for convocado para algum evento, manifestação, seja lá onde for e pesquise a idoneidade do perfil de quem está convocando. Tem até pessoas do exército e da extrema direita chamando para greve geral e lançando vários posts em várias páginas, posts mentirosos e as pessoas nempesquisamde onde vem estas fontes, caindo numa boataria própria de quem está desesperado.
Quam nunca leu a Constituição? Se não tem dinheiro para comprar, mas tem tempo para ficar na internet, dispomos a Constituição Federal de 1988 para que voce saiba que, se fosse num regime ditatorial, as pessoas estariam numa situação muito difícil, porque violaram o art. 5º da Constituição Federal no que tange a manifestações:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Antes de atender qualquer chamado, mesmo que esteja de acordo com o que voce acredita, procure saber quem está chamando, para não ser usado como massa de manobra, tão comum a quem não tem acesso a informação.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Documentário “Raça” exibe trajetória de três personalidades negras na luta pela igualdade racial
Toda a renda obtida com a bilheteria do filme, que estreia no próximo dia 17 de maio nos cinemas brasileiros, será revertida para o Fundo Baobá, entidade voltada à promoção da equidade racial
O documentário é uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos, filmado entre 2005 e 2011. Em 104 minutos de duração, o vídeo registra diferentes vertentes do debate sobre as questões raciais do país. Toda a renda obtida com a bilheteria do filme será revertida para o Fundo Baobá, entidade voltada à promoção da equidade racial
“O filme capta o debate sobre a busca da superação da desigualdade racial no Brasil. Para registrar esse momento histórico em que o debate racial se tornou constante na mídia e no discurso público, decidimos acompanhar de perto três personalidades negras que estão – cada uma a sua maneira – na linha de frente dessa batalha pela igualdade”, destaca, em entrevista ao Portal Correio Nagô, o cineasta Joel Zito Araújo, diretor do longa-metragem “A Negação do Brasil”, que aborda a história do negro nas telenovelas brasileiras, e que ganhou o prêmio de melhor documentário no festival É Tudo Verdade, além de ter sido também premiado no Festival de Recife em 2001.
Joel Zito, que é PhD em Comunicação pela USP, dirigiu ainda “Filhas do Vento”, obra que reuniu o maior elenco negro da história do cinema brasileiro e ganhou oito kikitos no Festival de Gramado, além de ter sido o filme vencedor do Festival de Tiradentes, em 2006.
Personagens - Nessa nova empreitada, três personagens foram escolhidos para serem o foco do documentário. Em uma das três trajetórias escolhidas pelos diretores, está o senador Paulo Paim tentando sancionar a lei do “Estatuto da Igualdade Racial” no Congresso Nacional, em Brasília. Paim é autor do projeto original que demorou quase uma década para ser aprovado.
De Brasília para o Espírito Santo, o documentário exibe a luta de Miúda dos Santos, neta de africanos escravizados e ativista quilombola, pela posse das terras e pelo respeito às suas tradições ancestrais da Comunidade Quilombola de Linharinho. Junto com os moradores da região, Miúda briga contra uma empresa do ramo da celulose.
Já nos bastidores da TV brasileira, “Raça” mostra o processo de criação e a tentativa de consolidar o canal TV da Gente, do cantor, apresentador e empresário Netinho de Paula. Fundado em 2005, no interior de São Paulo, o canal formado majoritariamente por profissionais negros foi idealizado pelo artista.
“A escolha dos personagens veio do desejo de poder acompanhar histórias de vida de pessoas que estivessem no epicentro do debate. E como grande parte da polêmica girava em torno de cotas na universidade, de terras quilombolas, da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, e a dificuldade de uma representação igualitária do negro na mídia, procuramos pessoas ligadas a ela”, destaca Joel Zito.
Durante sete anos, os diretores acompanharam as batalhas enfrentadas por cada um dos três personagens. “Quando você resolve fazer um filme de cinema direto, acompanhando as lutas de três pessoas, são as vidas deles que indicam quando a filmagem deve acabar”, conta a cineasta Megan Mylan, também em entrevista ao Portal Correio Nagô. Ganhadora de prêmios como o Academy Award, Independent Spirit e o Guggenheim, Mylan produziu e dirigiu o filme “Smile Pinki” ganhador do Oscar de 2008. A temática social é frequente em seus trabalhos.
Ela ressalta ainda que, principalmente no caso da luta do Senador Paim, para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, as filmagens tiveram que ser mantidas, enquanto o estatuto ficou tramitando no congresso. “Na questão da Dona Miúda, desafortunadamente, ainda tem muito a ser conquistado na busca de titulação de terras quilombolas, mas resolvemos que com a aprovação do Estatuto, estávamos em um momento chave para o nosso filme entrar em cartaz. Estava na hora de contribuir para o diálogo nacional em torno da questão”, acrescenta a cineasta.
Numa ação inédita, os diretores do documentário firmaram acordo com o Fundo Baobá e toda a renda obtida pela bilheteria do filme será revertida para a entidade, voltada à promoção da equidade racial.
Parceria – Para os diretores, o filme é resultado de uma amizade iniciada na década de noventa. Nesta época, Megan viveu no Brasil, trabalhando na fundação Ashoka. “É uma pessoa de muita sensibilidade para questões sociais. Mas foi em 2004 que surgiu a ideia de dirigirmos um filme juntos”, diz Joel Zito.
Já Mylan conta que mesmo após voltar para os EUA continuou a ficar de olho no Brasil. “A negação da disparidade racial no Brasil era uma coisa que me chocou quando morei no país. Em 2004 eu estava acompanhando o debate sobre a adoção de cotas na UERJ pela internet. Senti que finalmente o Brasil estava enfrentando a realidade de sua disparidade racial, reconhecendo que a bela ideia de que o Brasil seria um país sem preconceito, sem diferença entre as raças era de fato um mito”, relembra.
Ela relata ainda que foi daí que surgiu a ideia de documentar o período que o Brasil vivenciava. “Com meu olhar de cineasta, queria saber quem estava documentando este momento tão histórico, imaginei que tinha que ter cineastas brasileiros já fazendo. Liguei logo para o Joel, mas não encontramos ninguém já acompanhando. Então como documentaristas só tínhamos uma opção, teria de ser nós mesmos quem faria o trabalho”, diz.
(Os diretores Joel Zito Araújo e Megan Mylan)
“Sou de uma geração que, na juventude, esses problemas eram considerados apenas um problema dos afro-brasileiros. É como se o racismo não fosse um problema de uma relação desigual entre raças distintas. Portanto, tivemos o insight que era a hora de fazer um filme grande sobre este novo contexto histórico brasileiro”, complementa Joel Zito. Para ele, o documentário “Raça” faltou apenas discutir “a violência exterminadora de jovens negros”.
Em uma das cenas do documentário, o senador Paim faz uma declaração que resume um pouco o debate sobre o tema. Ele diz ‘Quando tu vai numa empresa, quando tu é discriminado, eles não pedem teu DNA, só olham para ti. A questão é que nosso povo negro tá sendo assassinado, é excluído e é o que ganha o menor salário’.
Filmagens – Mylan relata ainda que encontraram dificuldade com apoio financeiro para as filmagens. Mas, para ela, o maior desafio foi selecionar três histórias que pudessem representar a “mudança social que está acontecendo em todos os setores do país”.
“Um filme não pode fazer tudo, mas também temos uma responsabilidade de criar algo que represente bem esta transformação nacional. Nossos personagens representam três áreas diferentes: governo, mídia e herança cultural e histórica. O estilo que resolvemos utilizar para captar este coisa dinâmica foi o cinema direto, um estilo de observação. Com isso, você tem que estar presente nos momento chaves, e suas personagens tem que ser pessoas na linha da frente das coisas”, diz.
O vídeo teve sua primeira exibição na Mostra Première Brasil – Hors Concours, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, e no Fespasco, em Burkina Faso, o mais importante festival africano.
“O filme teve uma recepção comovente. O público ama e, mesmo fora daqui, reconhece a sua importância política e social. Além de termos recebidos muitos elogios por sua qualidade artística”, conta Joel Zito.
Para Mylan, os brasileiros não devem deixar de conferir o documentário. “É um filme bom, com uma história bem contada de três brasileiros cujas vidas representam um momento de transformação histórica do país. Queremos promover uma discussão nacional qualificada sobre equidade racial, tentando que as pessoas saiam entendendo melhor o quanto a igualdade racial é fundamental para a cidadania e para um Brasil moderno.”, promete.
*Por Anderson Sotero
Assista o trailer do filme
domingo, 14 de abril de 2013
Corrida contra preconceito percorre ruas de São Paulo
Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
São Paulo – Apesar da garoa, centenas de pessoas participaram na manhã de hoje (14) de uma corrida contra o preconceito. Vestidos com camisas com as cores do arco-íris, os participantes percorreram percurso de 5 quilômetros, passando por várias ruas do centro da capital. A largada teve início por volta das 8h na Rua Líbero Badaró, próximo à sede da prefeitura e do Mosteiro de São Bento. Segundo os organizadores, 2 mil pessoas se inscreveram para participar da prova.
A 1ª Corrida contra o Preconceito foi organizada pela Coordenação de Programas para a Juventude, da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo. “Essa é a primeira corrida contra o preconceito. É a união do Poder Público com a sociedade civil mostrando que todos são iguais, independentemente de suas diferenças”, disse Janaina Lima, coordenadora da Juventude.
Segundo ela, a ideia da corrida e das camisetas coloridas é “ilustrar a diversidade da sociedade”. “Independentemente dessas diversidades, as diferenças devem ser respeitadas”, disse à Agência Brasil.
Utilizando o esporte como meio de integração, a secretaria pretende discutir o preconceito racial, sexista, religioso, contra homossexuais e contra pessoas com deficiência. “O esporte é para todos, tem esse caráter social”.
Uma das participantes da corrida foi Adalgiza da Silva, 47 anos, que trabalha em uma confecção infantil, e disse ter adorado participar do evento. Ela também destacou o tema da corrida: “É muito importante as pessoas se conscientizarem”.
Bastante animado, Henry Fujimoto, de 11 anos, também participou. Em uma cadeira de rodas, Henry completou o circuito da prova – disputando ao lado da mãe Silvana de Melo Cruz Fujimoto. “Sempre faço caminhada, mas hoje a gente correu. Estou me sentindo nas nuvens. Pela primeira vez consegui correr”, contou Silvana. “Preconceito está por fora. Isso é coisa que não existe dentro de casa. E não tem que existir”, ressaltou.
O policial militar Antonio Carlos Araújo Pereira, 24 anos, conquistou a segunda posição na categoria masculina. “Gostei da prova. O tempo estava bom, apesar das ruas [estarem] um pouco molhadas”. “É uma boa ideia do pessoal fazer um evento esportivo para divulgar essa campanha contra o preconceito, já que é algo que está muito falado e vem ocorrendo muito nos dias de hoje”, acrescentou.
A vencedora da prova feminina foi a funcionária pública Rosana Balbino. “Cada corrida tenho como um treino. Participo e dou todo o máximo possível”, disse, ressaltando estar feliz por participar de uma prova contra o preconceito. “[O preconceito] é uma barreira que a gente tem que passar por cima, porque existe. Correr contra o preconceito foi algo maravilhoso. Precisamos deixar isso aí [o preconceito] de lado”.
Após a prova, a banda de reggae Tribo de Jah fez um show gratuito no Vale do Anhangabaú.
São Paulo – Apesar da garoa, centenas de pessoas participaram na manhã de hoje (14) de uma corrida contra o preconceito. Vestidos com camisas com as cores do arco-íris, os participantes percorreram percurso de 5 quilômetros, passando por várias ruas do centro da capital. A largada teve início por volta das 8h na Rua Líbero Badaró, próximo à sede da prefeitura e do Mosteiro de São Bento. Segundo os organizadores, 2 mil pessoas se inscreveram para participar da prova.
A 1ª Corrida contra o Preconceito foi organizada pela Coordenação de Programas para a Juventude, da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo. “Essa é a primeira corrida contra o preconceito. É a união do Poder Público com a sociedade civil mostrando que todos são iguais, independentemente de suas diferenças”, disse Janaina Lima, coordenadora da Juventude.
Segundo ela, a ideia da corrida e das camisetas coloridas é “ilustrar a diversidade da sociedade”. “Independentemente dessas diversidades, as diferenças devem ser respeitadas”, disse à Agência Brasil.
Utilizando o esporte como meio de integração, a secretaria pretende discutir o preconceito racial, sexista, religioso, contra homossexuais e contra pessoas com deficiência. “O esporte é para todos, tem esse caráter social”.
Uma das participantes da corrida foi Adalgiza da Silva, 47 anos, que trabalha em uma confecção infantil, e disse ter adorado participar do evento. Ela também destacou o tema da corrida: “É muito importante as pessoas se conscientizarem”.
Bastante animado, Henry Fujimoto, de 11 anos, também participou. Em uma cadeira de rodas, Henry completou o circuito da prova – disputando ao lado da mãe Silvana de Melo Cruz Fujimoto. “Sempre faço caminhada, mas hoje a gente correu. Estou me sentindo nas nuvens. Pela primeira vez consegui correr”, contou Silvana. “Preconceito está por fora. Isso é coisa que não existe dentro de casa. E não tem que existir”, ressaltou.
O policial militar Antonio Carlos Araújo Pereira, 24 anos, conquistou a segunda posição na categoria masculina. “Gostei da prova. O tempo estava bom, apesar das ruas [estarem] um pouco molhadas”. “É uma boa ideia do pessoal fazer um evento esportivo para divulgar essa campanha contra o preconceito, já que é algo que está muito falado e vem ocorrendo muito nos dias de hoje”, acrescentou.
A vencedora da prova feminina foi a funcionária pública Rosana Balbino. “Cada corrida tenho como um treino. Participo e dou todo o máximo possível”, disse, ressaltando estar feliz por participar de uma prova contra o preconceito. “[O preconceito] é uma barreira que a gente tem que passar por cima, porque existe. Correr contra o preconceito foi algo maravilhoso. Precisamos deixar isso aí [o preconceito] de lado”.
Após a prova, a banda de reggae Tribo de Jah fez um show gratuito no Vale do Anhangabaú.
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