quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

GRIOT: Mãe Quelé salve, salve!

GRIOT: Mãe Quelé salve, salve!: Cavucá criola de cavucá Ô terra que não tem dono Eu gostá de taratá Taratá criola de taratá Terra que tem minhoca Eu gostá de cavucá Aos ...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

GRIOT: "Encontro AFROTRANSCENDÊNCIAS"

GRIOT: "Encontro AFROTRANSCENDÊNCIAS": Encontro AFROTRANSCENDÊNCIAS 19 de novembro de 2012  ·   · Tiradas em  Arraial do Cabo Acesse as imagens AQUI COLETIVO XARÉU...

GRIOT: GRIOT no II ENCONTRO NACIONAL DAS RESERVAS EXTRATI...

GRIOT: GRIOT no II ENCONTRO NACIONAL DAS RESERVAS EXTRATI...: II ENCONTRO NACIONAL DAS RESERVAS EXTRATIVISTAS 28 de novembro de 2012  ·   · Tiradas em  Arraial do Cabo Em ARRAIAL DO CABO...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“Apenas mais um zemicídio!”

Já vimos que há um genocidio da população negra no Brasil. No entanto, como os assassinados não são famosos, esses fatos acabam banalizados. O fato é que, reconhecidamente, estes "Zemicídios" como foi bem aceutando pela autora desta excelente crítica,  estão cada dia mais frequentes. Se todos lutam por um mundo melhor para todos viverem, para quem será este mundo melhor se não tivermos pessoas? Vale lembrar que 70% da população brasileira é de afrodescendentes, contando com negros e pardos. Na argentina, exterminaram os afrodescendentes pelo orgulho do eurocentrismo. Aqui toda a nossa população tem algum sangue afro e nosso país é de extensão continental. Precisamos dizer mais?
Poderia ter feito estas observações no post anterior - Raimundo Matias Dantas Neto: da UFPE ao IML. Também queremos Justiça!, mas optei por dedicá-lo exclusivamente ao relato indignado de Bruna Machado Simões, com o qual me solidarizo e para o qual aguardamos tod@s respostas.
A questão é que o que mais me chocou em todo o relato não foi o fato de (mais) um jovem negro ter sido assassinado. Também não foi o de seu corpo ter isso encontrado no Instituto Médico Legal, com documento (exatamente a respeitável carteira de reservista!) e sem que a família tivesse sido notificada. Ou de negarem a ela o direito a ver o corpo, já que a violência não deve ser exposta e comprovada. Afinal, vítimas da tortura entregues em caixões lacrados só não se tornou prática comum na ditadura militar porque a maioria dos corpos jamais apareceu!
Raimundo era estudante da Universidade Federal de Pernambuco, mas isso igualmente não me causa espanto… Afinal, um negro, à noite, supostamente com dinheiro (ou com um laptop já comprado), só pode ser ladrão! Esses dois fatos anteriores levam a crer, igualmente, que ele não estivesse mal vestido… E daí? Se os assassinos eram ladrões profissionais, estar bem vestido seria um atrativo a mais. Por outro lado, se ele foi executado por policiais profissionais, nesse caso os dreds irreverentes podem ter sido encarados como um convite à violência. Ninguém pode achar que eles tenham sido parcialmente arrancados por mero acaso! Nesse “castigo” há um claro sinal de preconceito. E o pior é que nada impede que ele tenha sido infringido por outros negros! Outros negros de “alma branca”, como já foram classificadas (e se orgulharam disso!) personalidades famosas deste País.
O fato de ele ter saído de casa por volta das 19 horas de quarta-feira, dia 2, e seu corpo só ter sido encontrado (ou deveríamos escrever “desovado”?) na praia na madrugada de quinta para sexta-feira, depois de o desaparecimento ter virado notícia em programa da televisão e nas redes sociais, também não deixa de ser curioso… Afinal, o que terá acontecido com Raimundo ou com seu corpo durante essas mais de 24 horas? Já a exasperação da perita ante o que classificou de ”agonia” para verem o corpo está “dentro dos conformes”, a meu ver. Como explicar, afinal, a discrepância entre o laudo de um inocente afogamento e os visíveis sinais de espancamento e de assassinato visíveis no corpo? Ah, que saudade do tempo dos caixões lacrados…
Mas o que de fato me causou mais revolta foi um detalhe que Bruna escreveu quase de passagem: “Estão tratando o caso como mais um preto e pobre assassinado. Lá, eles chamam ‘ZÉMICIDIO’; apenas mais um na estatística”.
A gente sabe sobre as estatísticas. Na verdade, tudo que escrevi acima não foi nada mais que tergiversar sobre os componentes desse tema. Imagino que Zémicídio seja o equivalente ao “john doe” dos seriados policiais estadunidenses, mas para mim a expressão era nova. E aí na minha cabeça bateram, ao mesmo tempo, o longínquo “Escuta, Zé Ninguém”, de Reich, e o “Los Nadies”, de Galeano, que acabamos de postar em nova versão, exatamente na sexta-feira, quando o corpo de Raimundo foi localizado por sua família.
Raimundo Matias Dantas Neto não era um “Zé Ninguém” (aliás, ninguém o é!). Ele não era um “Nada”. Era um jovem universitário, sonhando com um laptop e com a pelada do dia seguinte. Mas ele era negro, usava dreds e morava no Brasil!
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Um explicação: este post não está classificado como Blog Especial por ter sido escrito por mim ou algo parecido. Esta classificação é por nós usada quando queremos chamar a atenção para alguma informação. E, neste caso específico, essa classificação expressa acima de tudo a minha vontade de literalmente gritar a minha indignação e a minha revolta. TP.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Campanha publicitária exclui modelos negros mesmo falando sobre África!

Por Jonathan José Alves Ribeiro

Vamos problematizar a publicidade brasileira
Campanha publicitária exclui modelos negros mesmo falando sobre África.
http://www.wmccann.com.br/index.php/wmccann-cria-campanha-para-nova-colecao-de-esmaltes-colorama/
Fico refletindo sobre esse comercial produzido por essa empresa publicitária. Vivemos em um país onde por décadas o Movimento Negro, vem tentando introduzir uma imagem negra/prpeta e fora de esteríotipos racistas na publicidade brasileira. Ora invisiblizados, ora ridicularizados, sabemos que pelo último censo boa parte da população brasileira se declara não branca, mas geralmente essa população negra e mestiça sempre é subrepresentada.
Todos sabemos que a maior parte da população do continente africano é negra, embora alguns utilizem o termo preto, essa população vem em diferentes tonalidades, um exemplo são os sudaneses comparados aos somalis, temos população não brancas até na Asia, a diversidade existe dentro do continente africano, a própria África do norte, chamada por muitos de África branca, possui população negra e mestiça, resumindo a maioria do continente africano é negro, se formos juntar todo o continente, da África.
Podem argumentar que existem brancos lá, mas a maioria da população do continente é negra. Sempre que no Brasil pensamos no continente pensaremos em povos pretos.
Sabendo do histórico de invisiblização negra no Brasil, a colorama junto com essa empresa ao produzir o comercial  África poderia ter explorado a imagem de uma modelo negra, pois vi referências da África tradicional na roupa da modelo, fizeram um comercial pra lançar uma linha África, onde não tinha nenhuma negra no comercial, não vi nenhuma mulher com tais atributos e sim um casal branco e em outra cena ela e as amigas também brancas, um comercial que utliza o continente africano como inspiração e não é capaz de convidar uma negra pra participar, sabendo das dificuldades das modelos negras no mundo da moda brasileira.
Modelos negras sofrem invisiblidade no mercado da moda brasileira e quando fazem um comercial África esquecem delas. Tops negras não possuem o direito de representarvnem o continente africano?



As agências brasileiras e residentes no Brasil devem lutar pra que a diversidade, tão propagada no Brasil, seja fielmente representada, não adianta nada falarmos de democracia racial, se as populações socialmente vistas como não brancas, estão subrepresentada. Nos Estados Unidos, país da segregação, vemos negros em publicidades, quer um exemplo lá temos diversos apresentadores negros, conte quantos temos na tv aberta brasileira, principalmente a globo a mais famosa delas.
Outro dado interessante foi o remetimento do continente africano a selvageria,. Por acaso só existem florestas e homens tribais? Até o conceito do que é selvagem deve ser questionado, pois vivemos em um mundo onde o padrão de mundo é determinado pelo mundo euro-norte-americano, dentro do continente africano, antes do periodo colonial, existiram diversas civilizações, o Egito antigo foi uma delas, cujo o verdadeiro nome é Kemet.  Tivemos os povos do reino do kongo, milhões de grupos etnicos com suas ricas culturas, o reino do mali cujo era um reino onde o rei foi considerado o homem mais rico, tivemos a civilização de kush...
E outra critica. Qual é a função do macaco no comercial?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Desrespeito! Anúncio de venda de escravos no Mercado Livre.

Um absurdo o que está acontecendo agora na internet. O anúncio expirou em 24 de novembro, mas é preciso denunciar este internauta inescrupuloso!
Se for brincadeira, é de muito mal gosto e configura-se como crime, de ódio e tráfico de pessoas.
Como é possível que o Mercado Livre, tão conceituado pelos negócios feitos de pessoa a pessoa, tenha permitido este tipo de anúncio, tráfico de pessoa on line.

Temos que ficar atentos a esta falta de respeito para com os afrodescendentes e todo o povo sofrido e também exigir que estes sites sejam mais rigorosos no que fazem.
Há que se ter respeito com outro ser humano como se tem consigo mesmo, se as pessoas não se respeitam, não servem para o convívio em sociedade. Temos uma Carta Magna, a Constituição que rege estes princiipios de igualdade.


"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:



XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;"


Por isso mesmo, este tipo de postagem, seja onde for precisa ser denunciado, seu publicante devidamente punido para que haja respeito a todo e qualquer ser humano.

Copie o link da página e denuncie:
 http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-450715862-vendo-escravos-_JM

E no twitter:
https://twitter.com/buscaml/status/273105665621389313

Denunciem ao Safernet que investiga crimes on line www.safernet.org.br
Denunciem para a Polícia Federal pelo www.denuncia.pf.gov.br

É uma falta de respeito total, uma provocação em pleno mês da Consciência Negra.