sábado, 8 de fevereiro de 2014

GRIOT: VIVÊNCIAS | em cultura afro popular GRIOT

VIVÊNCIAS | em cultura afro popular GRIOT

Jongo, Samba de Coco, Ciranda Praieira, Maracatu, Afoxé, Puxada de rede, entre outras manifestações.
. Abordagens: pesquisa de pontos/toadas/musicalidades, de aspectos históricos de sociais, tradição, contemporaneidade, contextualizações, dança, gestual e percussão básica. 
. Roda/apresentação mensal (pelo menos uma 1 vez por mês, em lugar, data e hora a serem divulgados).
. Duração dos encontros semanais: 2 horas
. Duração total das vivências: contínuas
. Público alvo:
Todas as pessoas interessadas em cultura, cultura afro brasileira, música, poesia, dança, tradições populares, etc. podem participar, independente da idade (porém crianças até 10 anos turmas separadas), cor de pele, de crenças, condições financeiras, partidos políticos.


Responsáveis:
• Márcia Fonseca 
. Pós-graduação em Estudos Africanos e da Diáspora - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC – Centro de Educação à Distância).
. Graduação em Licenciatura em Educação Física – UFRRJ 
(Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).
. Idealizadora e pesquisadora do GRIOT pesquisa, difusão e memória em tradições Afro brasileiras.
. Professora efetiva da rede municipal de Cabo Frio (projeto pedagógico com foco na lei 10639/3).

• Andréia Fernandes 
. Formada pela Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio).
. Professora e pesquisadora da área de História.
. Coordenadora das Atividades do GRIOT pesquisa, difusão e memória em tradições Afro brasileiras.


Local: Rua Olinda, 384. Palmeiras 
(pela lagoa é a rua em frente ao quiosque da Suely)
Hora: 19h"Doação" mensal: 
R$ 50,00
R$ 25,00 (povaria do coletivo)

Contatos:
(22) 9 9953.1204 
9 9226.0365
9 9602.1059

Realização:
Faixa De Gazah
GRIOT
pesquisa, difusão e memória em tradições
Afro brasileiras.
Casa das Palmeiras 
Karenn Produções 
Apoio cultural:
Ateliê Eliane Guedes

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Rolê antirracista fecha shopping em S. Paulo. Advogado faz queixa

São Paulo – Um “rolezinho” contra o racismo, que reuniu ontem, sábado (18/01), cerca de 300 jovens, na sua maioria negros e da periferia, em protesto às liminares concedidas pela Justiça autorizando a proibição desse tipo de manifestação nos shoppings, provocou o fechamento de um dos principais centros de consumo de S. Paulo, o Shopping JK Iguatemi, no Itaim Bibi.
A direção do shopping, um centro de compras voltado para o mercado de luxo, bloqueou as entradas para pedestres por volta das 14h, pouco antes da chegada dos manifestantes. No sábado passado, o mesmo shopping impediu um "rolezinho" com apoio de uma liminar da Justiça.
Encerrada a manifestação, o advogado Elizeu Soares (foto) foi até o 96º Distrito Policial, na Avenida Luiz Carlos Berrini, fazer o registro de uma queixa por racismo contra o shopping. “O que nós queríamos era caracterizar a prática de racismo e constrangimento ilegal que as pessoas sofreram por serem negras. A manifestação já havia sido encerrada, tentamos individualmente entrar no shopping e fomos barrados”, disse Soares, que é assessor da deputada estadual Leci Brandão, do PC do B, e vice-presidente da Comissão do Negro e Assuntos Anti-discriminatórios da OAB/SP.
O artigo 5º da Lei 7.716/89 (a Lei antirracismo) pune com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, quem "recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador".
Racismo explícito
Segundo ele, ficou caracterizado o impedimento a entrada individual. “Nós encerramos a manifestação e quando algumas pessoas – 90% das quais negras - tentaram entrar e foram barradas, o que configura o crime de racismo previsto na Lei 7.716/89”, acrescentou.
A o “rolezinho” antirracismo foi organizado pela União de Negros de Educação Popular e Classe Trabalhadora (UNEAFRO), entidade dissidente da Educafro, do Frei David Raimundo dos Santos.
A manifestação começou no Parque do Povo, próximo ao shopping, e as 13h40 começou a caminhada em direção ao JK Iguatemi, que fica na Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck. Uma faixa em inglês dizia: “No país da Copa do Mundo, shoppings racistas proíbem a entrada de pessoas pretas e pobres"

Ativistas da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), entidades, respectivamente, ligadas ao PT e ao PC do B, engrossaram a manifestação. Também ativistas do Círculo Palmarino, que reúne os negros do PSOL, estiveram presentes e puxaram palavras de ordem.
"É o racismo do judiciário que não é novidade para nós. Isso é histórico. Cortaram os bailes funks, proibiram os pancadões e empurraram a periferia para a barbárie. Na Zona Leste tem que opção de lazer? Tem só shopping, Parque do Carmo e o Sesc", completou João de Oliveira, diretor da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen).

Na porta do shopping from Luiz Carlos Azenha on Vimeo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Coca-Cola Brasil anuncia investimento em projetos de inclusão para afrodescendentes

Joe Beasley, presidente da Joe Beasley Foundation e o presidente da Coca-Cola Brasil Xiemar Zarazúa com dois representantes das instituições beneficiadas: Renê Silva, da Voz das Comunidades, e Lázaro Cunha, militante do movimento negro e diretor do Instituto Steve Bik  Fotos: Rogério Resende
RIO DE JANEIRO, 14 de janeiro de 2014 /PRNewswire/ --  A Coca-Cola Brasil e a Coca-Cola Foundation, o braço social da Coca-Cola mundial, anunciam em conjunto o investimento de R$ 5 milhões (US$ 2,1 milhões) em projetos de inclusão socioeconômica de afro-brasileiros. Com mais esse aporte, as ações da empresa envolvendo a população afrodescendente vão impactar diretamente cerca de 100 mil pessoas nos próximos três anos. O investimento tem foco em educação, cultura e comunidade.
Entre as iniciativas está a criação do Coletivo Conexão, nova modalidade da plataforma Coletivo Coca-Cola, que vai desenvolver habilidades audiovisuais e fomentar novas formas de comunicação em comunidades de baixa renda.  Desde 2009, o Coletivo Coca-Cola impacta positivamente na geração de renda e valorização da autoestima a partir de treinamento técnico, empoderamento comunitário e acesso ao mercado. Com mais de 550 unidades implantadas, de centros urbanos à Floresta Amazônica, em sete diferentes modalidades, o Coletivo Coca-Cola usa a cadeia de valor da empresa para gerar impactos sociais em larga escala para comunidades carentes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 68% da população dessas comunidades é formada por pretos e pardos.  
Legenda:  Lisa M. Borders, pres.te da Coca-Cola Foundation, Joe Beasley, pres. da Joe Beasley Foundation, ativista pelos direitos civis americanos e Lázaro Cunha, ativista do Movimento Negro Brasileiro e dir. do Instituto Steve Biko, observam o discurso do presidente da Coca-Cola Brasil Xiemar Zarazúa. Foto: Rogério Rezende
"É inspirador saber que podemos usar nosso negócio para melhorar a vida de milhares de brasileiros. Até hoje, o Coletivo já possibilitou o desenvolvimento de oportunidades para mais de 70 mil pessoas. Com esse novo investimento, vamos ampliar nosso alcance e parcerias nas comunidades. Essa é uma caminhada para fazer a diferença na proporção necessária para um país com o tamanho e a importância do Brasil", diz Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.
"O Brasil é uma das nações mais miscigenadas do mundo. Ainda assim, existem profundas disparidades de renda, educação e emprego", afirma Lisa M. Borders, presidente da Coca-Cola Foundation. "Acreditamos que nosso financiamento vai ajudar a mudar o destino econômico de centenas, se não milhares, de estudantes afro-brasileiros que buscam uma educação melhor."
A Coca-Cola Brasil tem uma longa história de apoio ao movimento negro no país. Desde 2005, por exemplo, a empresa apoia ações realizadas pela Afrobras, organização que trabalha pela inserção socioeconômica, cultural e educacional dos jovens negros brasileiros. A Afrobras mantém a Faculdade Zumbi dos Palmares, única universidade negra da América Latina, e realiza o Troféu Raça Negra, ícone da identidade afro-brasileira.
Além de dar continuidade a essa parceria, a empresa irá ampliar suas iniciativas destinando recursos para entidades como o Instituto Cultural Steve Biko (Salvador – BA). Com foco no acesso de estudantes de escola pública ao ensino superior, a instituição irá ampliar de forma significativa suas vagas em cursos pré-vestibulares e de inglês, e, também melhorar sua infraestrutura. O jornal comunitário Voz das Comunidades, sediado no Complexo do Alemão (Rio de Janeiro - RJ), usará a verba para reconstrução da redação, destruída por um incêndio no ano passado. O Instituto Feira Preta (São Paulo - SP), o Instituto Mídia Étnica (Salvador – BA) e a ONG Ser–Alzira de Aleluia (Vidigal – RJ) são alguns dos outros projetos que se beneficiarão do investimento. Mais parcerias vão surgir a partir da criação de um fundo, que está em desenvolvimento e será objeto de um edital, voltado para o avanço cultural da população afro-brasileira.
Para Joe Beasley, que atuou na seleção das instituições beneficiadas, a iniciativa é inovadora.  "Esperamos que, em um futuro próximo, outras empresas se inspirem a se envolver no apoio de programas em prol dos afrodescendentes no país", afirma ele que, por meio da fundação que leva seu nome, contribui com projetos de inclusão socioeconômica de negros em todo o mundo.
SOBRE A COCA-COLA BRASIL
O Sistema Coca-Cola Brasil atua em oito segmentos do setor de bebidas não alcoólicas - águas, chás, refrigerantes, néctares/refrescos, energéticos, isotônicos e lácteos, com uma linha de mais de 125 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. Formado pela Coca-Cola Brasil e 12 grupos fabricantes brasileiros, emprega diretamente 66 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Os investimentos do Sistema Coca-Cola Brasil para 2013 serão de R$ 2,6 bilhões. No período 2012 a 2016, o total investido será de R$ 14,1 bilhões, 50% superior ao montante investido entre 2007 e 2011. A sustentabilidade é um compromisso da  Coca-Cola Brasil e se reflete na forma como a empresa e seus fabricantes lidam com as pessoas e com o meio ambiente. O índice de uso de água da Coca-Cola Brasil, por exemplo, é um dos melhores do mundo: 1,87 litros de água para cada litro de bebida produzido - menos da metade do volume utilizado 13 anos atrás. Na reciclagem, a Coca-Cola Brasil desenvolveu, através do Instituto Coca-Cola Brasil, o programa Coletivo Reciclagem, anteriormente conhecido como "Reciclou, Ganhou" que, desde 1996 colabora para que o País seja um dos mais eficientes na reciclagem de materiais. Hoje, 98% das latas de alumínio e 56% das garrafas PET são recicladas. Para saber mais, visite os sites: www.institutococacolabrasil.com.br ewww.cocacolabrasil.com.br.
SOBRE A COCA-COLA FOUNDATION
A Coca-Cola Foundation é o braço social Coca-Cola no mundo.  Desde a sua criação em 1984, a Fundação concedeu mais de US$ 650 milhões em doações para apoiar iniciativas comunitárias sustentáveis ??em todo o mundo. Para mais informações sobre a Coca-Cola Foundation, visite www.coca-colacompany.com/our-company/the-coca-cola-foundation.
Textual Eliane Azevedo – Gerente Tel.: (21) 3206-6224 / E-mail: elianeazevedo@textual.com.br Joana Carvalho – SaúdeTel.: (21) 3206-6246 / E-mail: joanacarvalho@textual.com.br Livia Oliveira – RefrigerantesTel.: (21) 3206-6237 / E-mail: liviaoliveira@textual.com.br Maura Peres – Corporativo e Sustentabilidade Tel.: (21) 3206-6220 / E-mail: mauraperes@textual.com.br Pilar Magnavita – Bebidas sem gásTel.: (21) 3206-6206 / E-mail:pilarmagnavita@textual.com.br

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O GRIOT fecha o ano de 2013 com MUITOS AGRADECIMENTOS!

Obrigada, muito obrigada aos meus antepassados, minhas santas almas... Aos orixás, aos mestres ascensionados, aos seres elementais, aos amigos... Os que tão longe... Os que tão perto... os que não conheço, mas que vibram e mandam boas energias, aos companheiros de "TRINCHEIRA!": todos os meus "eres", a povaria do "Boteco do Catharina" e os "CRESPOS dos lagos na OCUPA" rsrs, aos entes queridos e ao meu AMOR, que está sempre comigo nessa loucura toda, nas "...atividades do dia, Lavar os copos, contar os corpos, E sorrir, A essa morna rebeldia." 

Marciah Fonseca Morenah Do Bando


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

GRIOT: GRIOT no SANTO SAMBA, fechando o ano de 2013 com MUITOS AGRADECIMENTOS!

Obrigada, muito obrigada aos meus antepassados, minhas santas almas... Aos orixás, aos mestres ascensionados, aos seres elementais, aos amigos... Os que tão longe... Os que tão perto... os que não conheço, mas que vibram e mandam boas energias, aos companheiros de "TRINCHEIRA!": todos os meus "eres", a povaria do "Boteco do Catharina" e os "CRESPOS dos lagos na OCUPA" rsrs, aos entes queridos e ao MEU AMOR, que está sempre comigo nessa loucura toda, nas "...atividades do dia, Lavar os copos, contar os corpos, E sorrir,A essa morna rebeldia." 
Que o UNIVERSO conspire para  que 2014 seja repleto saúde e prosperidade para todos!


GRIOT: Abrindo os festejos natalinos, cultura PRETA popular brasileira, FOLIA DE REIS! GRIOT presente! Venha e traga a sua alegria!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ativistas anti-racistas lançam maniifesto e o site Quilombação

No dia 14 de dezembro último, mais de 120 ativistas anti-racistas participaram do Encontro “Clóvis Moura” de ativistas contra o genocídio da população negra. O evento foi realizado na Escola de Comunicações e Artes, promovido pelo Celacc, Círculo Palmarino e Instituto Luiz Gama.
O encontro foi uma homenagem ao professor Clóvis Moura, sociólogo especialista na discussão das relações etnicas no Brasil, autor de obras como “Rebeliões da Senzala”, “Sociologia do Negro Brasileiro” e “Dialética Radical do Brasil Negro”, falecido há 10 anos. Além disto,  foi uma oportunidade de reunir ativistas anti-racistas para aprofundar a discussão sobre as relações étnico-raciais contemporâneas no Brasil sob a perspectiva das teorias marxistas e do pensamento “moureano”.
O formato do evento foi de “roda de conversa”, com intervenções especiais de especialistas e lideranças, como Juarez Xavier (professor da Unesp), Deusdete (assistente social e militante do Círculo Palmarino), Juninho Jr (jornalista e da coordenação do Círculo Palmarino), Dulce Sena (médica, professora da USP e membro do Neinb – Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro da USP), Patrícia Alves Matos (professora e mestranda da Unesp), Silvio Almeida (professor do Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama), Neninho de Obaluayê (presidente do Centro de Resistência Java-Angola), Jamyle Brasil (professora e dirigente da Unegro/Rondonia), além deste que escreve

As falas dos expositores foram intermediadas por intervenções culturais, após o coffe-break, os presentes discutiram os temas apresentados.
As falas foram intermediadas com intervenções culturais de artistas do Sarau da Remo, Grupo Cachuera e Sarau Preto no Branco. No final foi lida uma carta do encontro com treze pontos levantados como essenciais para a luta contra o genocídio, além da apresentação do manifesto de criação do Coletivo Quilombação, uma rede aberta que se propõe a juntar e articular ativistas que lutem contra o racismo nesta perspectiva.
A idéia de criação do Coletivo parte do pressuposto que a luta contra o racismo é cotidiana e se desenvolve em todos os espaços sistêmicos ou não sistêmicos. Por isto, é uma luta que se aproxima mais da perspectiva do ativismo, o que gera a necessidade de fortalecimento por meio de informação e formação constante. Uma das análises mais recorrentes no encontro é o esgotamento das possibilidades de ação institucional no combate ao racismo – apesar da importância de estar presente nos conselhos, órgãos governamentais, disputas eleitorais, entre outros, fica nítido que a ausência de um projeto estratégico de superação do sistema social vigente, transforma tal participação em submissão às agendas governamentais, institucionais e/ou partidárias, diluindo a dimensão estratégica do debate racial.
A formação do Coletivo Quilombação é um passo para a criação de um espaço de atuação e discussão política para além destas estruturas.  No encontro, outros coletivos, como o Coletivo Negro da USP também se apresentaram, além de grupos culturais e projetos de ação, como o Observatório Popular de Direitos. Novas iniciativas, rodas de conversa, espaços públicos alternativos de debate político podem surgir e contribuir para que se avance na luta pela equidade racial.